08/04/2010

Como tudo aconteceu

Quando decidimos, enfim, adotar, conhecemos uma comunidade no Orkut chamada "Grupo Virtual de Apoio à Adoção - Adoção, um Exemplo de Amor". Para conhecê-la, basta clicar aqui. Lá descobrimos de que o mito de que conseguiríamos uma criança e bastaria ir com ela ao Juiz declarar interesse em adotar não funcionaria. Na prática as coisas não são (e nem devem ser) tão fáceis assim. Descobrimos que precisávamos nos habilitar. Fomos então no Juizado da Infância e Juventude (JIJ) de Fortaleza e pegamos uma lista enorme de documentos que deveriam ser apresentadas junto a justiça. E assim o fizemos. Foi um mês juntando papéis, declarações, atestados e tudo que comprovasse que temos uma relação estável e estamos aptos a adotar. Lembro como se fosse hoje... Nem dormi direito na noite que antecedia a entrega da papelada... Na manhã seguinte, bem cedo, fomos ao Fórum entregar tudo o que levamos um mês para reunir.


Nosso perfil inicial era criança de até 03 anos, sexo e cor indiferente, com doenças tratáveis. Após uma longa conversa, resolvemos aumentar nosso perfil para até 05 anos, sexo e cor indiferente, com doenças tratáveis e aceitando até um(a) irmão(ã). Isso foi dia 28 de Janeiro. Era dada a largada rumo as nossas filhas, que até então não sabíamos sexo, cor, idade e nem quanto tempo demoraria pra chegar em nossas vidas. Deixamos os documentos ali, saímos com um protocolo e agora o jeito era "esperar"... Mas pra quem me conhece sabe que isso não aconteceria de forma letárgica... Sim, eu iria correr atrás. Passei a devorar os tópicos da comunidade GVAA na tentativa de melhor entender os caminhos da adoção. Li, debati, assisti a vídeos, escrevi, conheci, vivi...

Bem, assim conheci uma grande amiga, Andréia, carioca de coração enorme, que estava adotando três crianças em Fortaleza. Andréia foi o primeiro anjo que encontrei em nossa caminhada e muito me ajudou a entender os trâmites da adoção, inclusive em Fortaleza (já que muitas coisas mudam de comarca pra comarca). Depois de um mês de conversa, Luana nos apresentou, virtualmente, a diretora de um abrigo em minha cidade (o mesmo onde os filhos dela estavam), que logo me falou de três menininhas (as minhas Lalas) e convidou-nos para conhecer a Casa que as acolhe e nossas filhas (até então apenas uma visita "rotineira", para conhecer o trabalho da entidade, sem nenhum intuito de adoção).


Não há como descrever a emoção ao ver nossas filhas. Tinha lido isso na comunidade, mas ao vê-las, senti e sabia que elas seriam nossas por toda a vida. E este será o assunto no meu próximo post. Segue abaixo uma foto minha com uma das Lalas...


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