Nosso perfil inicial era criança de até 03 anos, sexo e cor indiferente, com doenças tratáveis. Após uma longa conversa, resolvemos aumentar nosso perfil para até 05 anos, sexo e cor indiferente, com doenças tratáveis e aceitando até um(a) irmão(ã). Isso foi dia 28 de Janeiro. Era dada a largada rumo as nossas filhas, que até então não sabíamos sexo, cor, idade e nem quanto tempo demoraria pra chegar em nossas vidas. Deixamos os documentos ali, saímos com um protocolo e agora o jeito era "esperar"... Mas pra quem me conhece sabe que isso não aconteceria de forma letárgica... Sim, eu iria correr atrás. Passei a devorar os tópicos da comunidade GVAA na tentativa de melhor entender os caminhos da adoção. Li, debati, assisti a vídeos, escrevi, conheci, vivi...
Bem, assim conheci uma grande amiga, Andréia, carioca de coração enorme, que estava adotando três crianças em Fortaleza. Andréia foi o primeiro anjo que encontrei em nossa caminhada e muito me ajudou a entender os trâmites da adoção, inclusive em Fortaleza (já que muitas coisas mudam de comarca pra comarca). Depois de um mês de conversa, Luana nos apresentou, virtualmente, a diretora de um abrigo em minha cidade (o mesmo onde os filhos dela estavam), que logo me falou de três menininhas (as minhas Lalas) e convidou-nos para conhecer a Casa que as acolhe e nossas filhas (até então apenas uma visita "rotineira", para conhecer o trabalho da entidade, sem nenhum intuito de adoção).
Não há como descrever a emoção ao ver nossas filhas. Tinha lido isso na comunidade, mas ao vê-las, senti e sabia que elas seriam nossas por toda a vida. E este será o assunto no meu próximo post. Segue abaixo uma foto minha com uma das Lalas...
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