24/05/2010

Dia decisivo

Amanhã iremos ao Fórum conversar com a promotora que cuida do caso das meninas e saber como procedermos para pedido de guarda para fins de adoção. É um dia muito importante!!! Finalmente vou ter informações mais precisas do processo delas, das reais chances de adotarmos, se existe alguma possibilidade de a DPF ser negada... Enfim... Estamos anciosos, todos!

21/05/2010

O "binco"

Estava eu arrumando as coisas no quarto das meninas e minha L., de 4 anos, chega e diz:

- Mãe, compra um "binco" pra mim.
(eu entendi bico)
- Um bico?
- Não, mãe, um "binco"...
- Mas filha, você não tem idade mais pra usar bico.
e ela solta:
- Mãe, um "binco pra colocar na oeia"...


Até hoje quando lembro eu rio da história. Bjs

14/05/2010

Dia das Mães "adiado" e planos para o futuro

Só agora vim aqui escrever sobre o meu primeiro dia das mães. Tínhamos planos lindos para a data que incluia uma pequena viagem com as crianças para o Pecém, teatro, cinema, passeios e muito mais! Uns quatro dias antes, contudo, fomos chamados pela coordenadora do abrigo e soubemos de uma nova resolução do Juizado que não permitirá mais as visitas nos abrigos de Fortaleza. A notícia caiu como uma bomba, pois ficou decretado, pra mim, um afastamento das minhas filhas sem previsão certa de quando se encerrará. Embora tenha quase que imediatamente falado com a advogada para a tentativa de pedir guarda para fins de adoção, soube por uma pessoa ligada a adoção que "em algumas [comarcas] o juiz já chama os casais da fila assim que constatada a impossibilidade de retorno da criança para a família de origem. Outros somente autorizam o encaminhamento para família substituta após o transito em julgado da ADPF. Parece que o juiz [de Fortaleza] adere a este último grupo. Assim, há o sério risco dele negar o seu pedido. E se vcs não tomarem o devido cuidado, não é impensável que ele os puna pelo pedido." Sendo assim, nada mais nos resta do que ESPERAR. A espera é angustiante, aflita, mas sempre que posso consigo informações sobre as meninas, sei que estão bem, e que logo estarão conosco, na nossa casa.

Mas ainda assim meu primeiro dia das mães foi lindo. Recebi mensagens de amigos carinhosos, meu marido maravilhoso me deu um super beijo desejando que eu tivesse um grande dia (e um super presente também hehehehehe) e ganhei da minha mãe um presente lindo e que, sinceramente, não esperava. Era uma xícara de chá super bacana, com uma mensagem, e um livro sobre ser mãe, recheadíssimo de fotos perfeitas (pra mim, que sou fotógrafa, acertou em cheio no presente mãe!!!!)... Também dei à minha mãe um presente que ela gostou muito, que era um quadro com fotos dela com as meninas. Ela já pendurou num quarto da casa dela.

Falando em casa, estamos na correria buscando uma nova casa pra gente, com pelo menos três quartos. Estamos decidindo as cores e os temas. Tentadíssima a fazer o quarto das mais velhas no tema Bailarinas (provavelmente puxando para o lilás) e o quarto da mais nova com o tema "Patinhos" (adoroooooooooo amarelo, acho que é uma cor viva, alegre...). Segundo o Elton, o tema Patinhos é "massssssssaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa"... rsrsrsrsrsrsrs

Agora, pro quarto das meninas que será bailarina, vi umas camas no site da Filomena Mena que eu me apaixonei. Coloquei a foto abaixo pra vocês conferirem. São super lindas, bem acabadas e estou achando que a cama será assim. Já sonhando com os pequenos grandes detalhes. Achei as camas lindas e sonho com o rostinho delas retratados nas caminhas... Ai, que a Juíza faça o favor de ser sensível e logo podermos estar com nossas filhas em casa. Amém!

10/05/2010

Um dia cheio de saudades

Hoje estou com muita saudade das pequenas. Resolvemos então assistir um filme que ouvi falar ontem chamado "Um sonho possível", que conta a história de uma mãe de família que ao levar seu filho para escola, vê que o menino ganhou uma nova amizade, um rapaz que passou por 7 instituições diferentes e que nunca frequentou uma escola. Ela o adota. O filme é lindo e tem uma mensagem de amor muito bonita. Em várias cenas vi o sentimento que tenho pelas minhas pequenas e a luta que iremos enfrentar. Mas fica também a certeza de que o nosso sonho também é possível. Para assistir ao trailer do filme, basta clicar aqui.

09/05/2010

Laura, em nosso primeiro fim de semana

A fotinha abaixo é da minha pequena Laura, com 2 anos e 2 meses, no aniversário da "prima" Íris. Foi o nosso primeiro fim de semana juntos, uma delícia de se viver. Lembro com muito carinho desse dia, desses momentos. O cheiro dela, a hora do banho, o abraço apertado. Quero muito que ela e as irmãs saibam o quanto são amadas por toda noss família e como quaisquer outras crianças são muito desejadas e foram sonhadas... Laurinha, meu presente de Deus.

Pedido de guarda das meninas

Há pouco mais de 15 dias tivemos uma crise séria onde meu esposo disse que não queria mais adotar. Nesse meio tempo, em uma nova conversa, fui incisiva no meu desejo de ser mãe das pequenas e muito clara: a adoção iria acontecer, com ele ou sozinha.

Esse espaço tem me permitido voltar a ler os acontecimentos e ver o quanto tudo está sendo rápido. Em janeiro demos entrada na habilitação, em março as conhecemos, em abril fomos habilitados e agora em maio daremos entrada na guarda. Uma "gravidez" prematura, talvez, mas muito desejada.

Semana passada soube que não tínhamos mais autorização para visitar as meninas, e muito menos trazê-las para fins de semana. A notícia caiu como uma bomba, dois dias antes do Dia das Mães (o meu primeiro). Elton estava do meu lado, me acalentou, me abraço, foi importante ele estar comigo nesse momento e eu sentir o apoio incondicional dele. Vi ali o homem que eu amo e sempre amarei!

Por esta razão esse post, ainda que curto, serve como registro do marco inicial da luta pela guarda das nossas filhas (sim, ele vai tentar!) que daremos entrada ainda esta semana. Amanhã irei ligar para nossa advogada e começar a juntar a papelada pro pedido de guarda. Na fé que as bençãos de Deus continuem em nossa vida.

22/04/2010

Momentos de crise

Ele desistiu. Me disse com todas as letras que não quer três filhos. Concordou com grupo de irmãos e agora, durante o processo de convivência, não quer mais. Essa oscilação me acaba e com certeza prejudica as crianças. Decidi não ir mais visitá-las, pra não criar nelas expectativas que infelizmente não poderei cumprir e deixar o caminho livre para que elas tenham uma mãe e um PAI que as ame...

Estou completamente arrasada, nem sei o que fazer. Muitos me disseram pra ter calma, que "se fosse pra elas serem nossas, seriam"... Mas não é fácil quando você já conhece um rosto e já ama intensamente. Tenho fé que logo elas encontrem uma família apaixonada...

No começo ele era resistente as meninas... Mas em algumas conversas deixou "escapar" que não queria ter filhos, inclusive biológicos. Pediu pra eu esperar 10 anos! Disse a ele que meu relógio biológico tá rodando e que o momento de EU querer ter filhos é agora... Estou com 32 anos.
Acredito que se for um ele aceite melhor, mas eu amo as três, sinto-as como filhas, já montamos o quarto delas e já estava tudo certo pra pedirmos a guarda.

Conversa não faltou. Um dia antes de aumentarmos nosso perfil conversamos longamente, perguntei se ele tinha certeza e ele afirmou. Tô muito magoada, porque não tô brincando de ter filhos, estou lidando com gente, que tem expectativas, sonhos e não posso fazer isso com elas. Por isso que nesse momento infelizmente a solução que encontro é parar com as visitas no abrigo, pois sei que elas sofrerão, mas sofrerão mais ainda se as visitas continuarem sem um "propósito". O que me mata é a oscilação. Um dia ele "quer", vai no abrigo, dá carinho, beijos, faz planos comigo... Noutro não quer e se diz decidido a isso. Não posso ficar nesse perrengue de quem não sabe o que quer.

21/04/2010

Depois da tempestada, a calmaria

Nossa vida está caminhando... E temos tidos alguns progressos. Um deles é que estamos fazendo a visita das meninas no abrigo e estou sentido meu marido mais leve e participativo. Nossa chegada lá é sempre recheada de muitos beijos e carinhos em nossas filhas amadas. Ele senta com elas no colo e brinca, rola no chão, coloca no "tuntum"... É super lindo de se ver. Minha vontade é sair de lá imediatamente pro pedido de guarda, mas esse é um tempo que ELE precisa e estou respeitando. Respeitando para que ele, no tempo dele, possa amá-las. E tem sido bom pras meninas tb, que já se aproximam dele muito mais do que antes, já deixa ele brincar com elas... Ele ainda tem medo da adoção do grupo de irmãs, mas sinto ele mais aberto e espero que em breve desejando tanto quanto eu essa situação.

14/04/2010

Refletindo e amadurecendo...

Estou levando um dia de cada vez. Cada dia que acordo e minhas filhas não estão comigo, sinto esse vazio enorme no meu peito. Mas tenho aprendido a respeitar o tempo do meu marido.
Às vezes acho que vai dar certo, uma hora sinto que ele talvez queira tentar, noutra é categórico em dizer que tem medo, que não estar preparado... Sinto que pulamos etapas importantes e, ao acelerar o processo, meu marido ficou com medo (e não é pra menos)!

Mas acredito que Deus não dá a missão sem preparar o caminho. Tenho tido fé que ainda seremos uma família grande e colorida!

11/04/2010

Sentimentos confusos e fé, muita fé

As meninas já passaram três fins de semana conosco (um deles - o da páscoa - as pegamos na quarta e as levamos no domingo)... Esses dias "flagrei" uns vídeos que ele fez das meninas no celular dele. Emocionante, lindo... Ele brincando, interagindo. Uma delícia. Eu parto do princípio que amar o desconhecido amedontra, principalmente os homens. Optei por dar um tempo a ele, mas não abrindo mão de continuar visitando-as, dando carinho e correndo atrás de tê-las conosco pra sempre.

Olhem bem as situações: hj de manhã ele me disse que não queria mais que eu as trouxesse e nem gostaria mais de visita-las. Na hora do almoço tomei banho, me arrumei e disse a ele que iria no abrigo. Ele simplesmente se virou e disse: e eu?? Tenho vontade de matá-lo quando ele faz isso comigo, mas só me demonstra sua insegurança, que eu sei que apenas com o tempo (assim eu espero, tenho fé) ele cederá o seu coração pra nossas filhas conquistarem de vez!

Confesso já ter cogitado me separar dele, mas é um pensamento que passa em frações de segundos, pois meu amor por ele é enorme, do tamanho do céu, como sempre dizemos um ao outro. Fica aqui o meu desejo de ter minha historia brevemente mudada...

O que o medo pode fazer?

Estou tão decepcionada com o caminho que nossa história tem trilhado. Esperava essa semana já estar pedindo a guarda das meninas, mas Elton está com medo. E são muitos: medo de não amá-las, de não conseguirmos sustentá-las, de não termos tempo, de não isso, não aquilo... Isso tudo mexe muito comigo, mas tenho acreditado que na vida tudo tem um propósito. E tenho tido fé! Principalmente em Deus, algo que eu já tinha perdido há muito tempo. Tenho orado todos os dias por um milagre em nossas vidas e que Deus toque no coração do meu marido. Hoje estive no abrigo pra ver as meninas. Saí de lá muito comovida. Olhar pras minhas filhas e não ter mais a certeza de que elas serão nossas me parte o coração. Tenho pensado no que fazer e acho que o momento deve ser o da calmaria. Darei o tempo que ele precisar, mas continuarei vendo nossas filhas, amando-as intensamente e torcendo para que sejamos uma família linda, colorida e feliz!

10/04/2010

Depois do primeiro dia até hoje

Muita coisa aconteceu entre o primeiro encontro com as meninas e hoje, pouco mais de um mês após termos conhecido-as. Como apadrinhamos, conseguimos o direito de trazê-las em alguns fins de semana. Que delícia é ver a casa de cabeça pra baixo!!!!!!!!!!!! É preciso confessar: nem tudo são flores e dá um super trabalhão ter três crianças na casa mudando sua rotina. Mas tem o contraponto maravilhoso que é o sorriso delas, o jeito lindo de beijar, de abraçar. Enfim, cada segundinho ao lado delas faz a vida ser ainda melhor!

Nesse intervalo de um mês tivemos algumas crises também. Especialmente porque meu esposo, após alguns fins de semana com as meninas, veio me dizer muito claramente que não queria mais a adoção e que não tinha "vocação" para ser pai. A notícia caiu como uma bomba na minha cabeça e eu pirei de vez. Ele vinha dando sinais que eu, na minha absoluta felicidade de estar com nossas filhas, não conseguia enxergar. Ficava estranho quando elas estavam conosco, retraído (ele tem o sorriso mais lindo do mundo), dormia além do normal, indiferente... Eu não reconhecia o amor da minha vida naquele homem inerte! Chorei, me descabelei, me despedaçei, mas entendi que ele precisava de um tempo... Deixamos as meninas no abrigo e alguns dias voltamos a conversar... Foi uma conversa comovente, que mexeu conosco, mas onde ele só sabia me dizer que não queria mais ser pai (a situação ainda era mais crítica, pq não falávamos de parar com o projeto da adoção, mas sim de sermos pais). Contudo, fui firme em meu propósito: não existe a menor possibilidade de eu abrir mão do desejo de ser mãe. Mais ainda, se der mão delas, mas venho me pergunto: é justo não permitir que elas tenham um pai verdadeiramente apaixonado? É justo cortar laços já feitos sem ao menos tentar uma convivência mais direta?

09/04/2010

A mudança do perfil

Esqueci de mencionar no post anterior como tinha sido a decisão pela mudança do perfil. Na GVAA (comunidade do Orkut que já mencionei anteriormente) há um tópico chamado "Grupo de Irmãos: pq não?". Nele era lançado a seguinte questão: "pq casais sem filhos e esteréis e que planejam ter 2 ou 3 filhos optam por adoção 1 a 1 ao invés de se adotar de uma só vez 2 , 3 ou 4 criancas, ate pq todos reclamam do tempo longo de cada adoção".

Eu venho de uma família grande, com dois irmãos legítimos e mais três meia-irmãs. Posso também dizer que a adoção sempre foi uma tema muito natural em minha vida, mais da metade dos meus primos vieram por essa via de amor. Somos uma família unida e ao pensar em constituir a minha família, sempre pensei em adotar mais de uma criança. Mas claro que primeiramente passou na minha cabeça apenas uma criança. Meu marido também concordava com apenas uma. Mas passei a devorar o tópico referido e os argumentos apresentados eram muito plausíveis: por que eu iria passar pelo processo burocrático da adoção mais de uma vez? Discuti o assunto com o meu marido e foi justamente na época que conhecemos as meninas. Bingo, mais uma vez tudo acontecia conforme os planos de Deus!

A primeira vez que as vimos

Após alguns dias conversando com a diretora do abrigo, marcamos uma visita para conhecê-las. Nossa, que emoção!! Será que iríamos gostar delas? Principalmente: será que elas iriam gostar da gente??? Fomos no dia e horário marcado. Ao chegar, nos apresentamos à direção da Casa e após alguns minutos de conversas fomos convidados a participar de uma tarde de brincadeiras com as crianças. Um dia antes da visita minha amiga Andréia tinha me passado uma foto das meninas e eu ficava ali, agora, procurando minhas pequenas, tentando reconhecer seus rostinhos... De repente vi Laura, a menorzinha, trazida por uma das cuidadoras... E a reconheci no mesmo instante. Nossa, queria chorar na hora. Ficamos ali, meio assustados, confesso!, sem saber muito o que fazer. Como havíamos chegado cedo, éramos os únicos visitantes no meio de mais de vinte crianças lindas, alegres, correndo, tanta energia pela vida! Uma felicidade que não é fácil descrever, mas é plena de se sentir.

Durante uma hora ficamos com as pequenas. Laura não saia do meu colo e minha vontade era embalar aquelas pequenas e trazer para o conforto do nosso lar, para que fossem amadas por toda nossa família. O sorriso delas, o abraço apertado, a alegria espontânea... Tudo fazia minha cabeça girar a mil por hora e ter a certeza que Deus opera milagres em nossas vidas. Fazia apenas um mês que havíamos deixado a documentação no Fórum e tão rapidamente Ele já havia colocado nossas filhas no nosso caminho. Um milagre divino, disso não tenho dúvida.

A hora de ir embora já me pareceu dolorosa no primeiro encontro. Mas também tinha esse misto de felicidade por ter encontrado as pequenas. Eu estava radiante, uma alegria tremenda. Maridão um pouco mais cauteloso (afinal pulamos do perfil inicial - uma criança de até 3 anos - para três crianças onde a mais velha tem quatro anos!!!!!), mas senti que ele também se encantou pelas amadas. E tem como não se encantar? Ainda naquele dia soubemos que as meninas não tinham padrinhos ainda e logo nos oferecemos para o apadrinhamento. Essa ação fez toda a diferença em nosso processo. Logo conto pra vocês!

08/04/2010

Como tudo aconteceu

Quando decidimos, enfim, adotar, conhecemos uma comunidade no Orkut chamada "Grupo Virtual de Apoio à Adoção - Adoção, um Exemplo de Amor". Para conhecê-la, basta clicar aqui. Lá descobrimos de que o mito de que conseguiríamos uma criança e bastaria ir com ela ao Juiz declarar interesse em adotar não funcionaria. Na prática as coisas não são (e nem devem ser) tão fáceis assim. Descobrimos que precisávamos nos habilitar. Fomos então no Juizado da Infância e Juventude (JIJ) de Fortaleza e pegamos uma lista enorme de documentos que deveriam ser apresentadas junto a justiça. E assim o fizemos. Foi um mês juntando papéis, declarações, atestados e tudo que comprovasse que temos uma relação estável e estamos aptos a adotar. Lembro como se fosse hoje... Nem dormi direito na noite que antecedia a entrega da papelada... Na manhã seguinte, bem cedo, fomos ao Fórum entregar tudo o que levamos um mês para reunir.


Nosso perfil inicial era criança de até 03 anos, sexo e cor indiferente, com doenças tratáveis. Após uma longa conversa, resolvemos aumentar nosso perfil para até 05 anos, sexo e cor indiferente, com doenças tratáveis e aceitando até um(a) irmão(ã). Isso foi dia 28 de Janeiro. Era dada a largada rumo as nossas filhas, que até então não sabíamos sexo, cor, idade e nem quanto tempo demoraria pra chegar em nossas vidas. Deixamos os documentos ali, saímos com um protocolo e agora o jeito era "esperar"... Mas pra quem me conhece sabe que isso não aconteceria de forma letárgica... Sim, eu iria correr atrás. Passei a devorar os tópicos da comunidade GVAA na tentativa de melhor entender os caminhos da adoção. Li, debati, assisti a vídeos, escrevi, conheci, vivi...

Bem, assim conheci uma grande amiga, Andréia, carioca de coração enorme, que estava adotando três crianças em Fortaleza. Andréia foi o primeiro anjo que encontrei em nossa caminhada e muito me ajudou a entender os trâmites da adoção, inclusive em Fortaleza (já que muitas coisas mudam de comarca pra comarca). Depois de um mês de conversa, Luana nos apresentou, virtualmente, a diretora de um abrigo em minha cidade (o mesmo onde os filhos dela estavam), que logo me falou de três menininhas (as minhas Lalas) e convidou-nos para conhecer a Casa que as acolhe e nossas filhas (até então apenas uma visita "rotineira", para conhecer o trabalho da entidade, sem nenhum intuito de adoção).


Não há como descrever a emoção ao ver nossas filhas. Tinha lido isso na comunidade, mas ao vê-las, senti e sabia que elas seriam nossas por toda a vida. E este será o assunto no meu próximo post. Segue abaixo uma foto minha com uma das Lalas...


Casa das Lalas

Oi pessoal. Meu nome é Danielle, tenho 31 anos, e sou casada há cinco anos com Elton, meu grande amigo, marido, companheiro, cúmplice... Em Janeiro deste ano (2010) decidimos que era hora de aumentarmos a família e optamos pela adoção como via de amor a ser trilhado. No mesmo mês demos entrada na papelada pra habilitação no Fórum de Fortaleza-CE e essa semana fomos habilitados para sermos PAIS. Durante esse processo conhecemos três lindas meninas: as Lalas... (referência que damos aos nomes delas, mas que por hora ficarão sob sigilo).

Este cantinho surgiu pra que possamos contar nossa história com nossas filhas do coração, amadas em nossa alma. Também será um espaço pra falarmos, ainda que genericamente, sobre o tema da Adoção, sobre nossas angústias e expectativas... Espero compartilhar toda a emoção que estamos sentindo...