14/06/2010

Um dia bom, um sonho ruim

Hoje acordei muito assustada. Havia tido um pesadelo que me fez ficar aflita. Em geral nunca lembro de sonhos, sejam eles bons ou ruins, mas hoje tudo estava muito nítido ao acordar e resolvi escrever tudo o que senti, vivi, para que em outro momento possa melhor refletir sobre a possível mensagem transmitida nesse momento que foi muito agoniante.

...

Tudo começava comigo, Elton e duas das nossas filhas em um ônibus indo para a defensoria pública. Parecíamos que estávamos indo, enfim, resolver a situação da adoção das meninas. Parecia, também, ter passado muito tempo. As meninas aparentavam ter crescido muito. Em um determinado momento eu conhecia duas mulheres que estavam indo também para o Fórum. Conversávamos bastante e logo percebi umas das mulheres, uma morena com cabelo curto e tintura amarelada, agitava-se bastante. Era muito magra e aparentava ter sido moradora de rua. Talvez usuária de alguma droga.

De repente, sem muita conexão, começa uma confusão no ônibus e percebo que a mulher é a mãe biológica das meninas. Ela esperneava, gritava aos quatro cantos que nós havíamos roubado as crianças dela. Lembro-me nitidamente do meu sufoco e aflição com a situação e que saíamos correndo com as meninas e ela logo atrás.Num determinado momento do sonho, vejo pela primeira vez a Larissa. Aparentava ter uns 8 anos (hoje ela tem 4) e tinha um cabelo enorme, bem abaixo da cintura. Eu chamava por ela, para que ela voltasse, e ela de repente se vira pra mim e grita: "é culpa sua eu ter ficado tanto tempo no abrigo." Na sequencia dirijo-me com as meninas para uma loja de brinquedos, tentando acalmá-las, e principalmente, me acalmar. E percebo que Larissa tinha sumido. Grito desesperadamente por toda a loja, percorro todas as seções, mas ela simplesmente havia desaparecido.

Nesse momento, com a Laura no colo, corro em direção ao Elton para que ele segure Laura enquanto procuro pela Larissa. Ao entregar nossa filha a ele, percebo que não é ela quem está em meu colo, mas outra criança desconhecida, uma menina, e recém-nascida. Sigo descendo a rua e, enfim, percebo que havia perdido minhas filhas para essa mulher.'

Enfim acordo sobressaltada. A única reação que eu conseguia ter era de respirar fundo, orar e pedir a Deus proteção em nossas vidas. O sonho me deixou muito confusa, pois hoje foi o dia que marcamos de conversar com nossas advogadas sobre o caso do pedido de guarda. Fiquei na dúvida sobre  e sem saber quais são os planos de Deus em nossa vida, mas na certeza de que Ele sabe o que é melhor...

"Obedecer a Deus é sempre o melhor, pois Ele é fiel e cumpre o que diz"...

0 comentários:

Postar um comentário