Às vezes, na nossa história de adoção, parece que estamos passando pro provações. Tem sido dias, meses muito difíceis. Cada vez que me encho de esperança, vem um choque de realidade, um baque que nos tira o chão, o fôlego, toda nossa vontade de continuar em frente. Esse sentimento tem sido contínuo e cada vez mais frequente. A morosidade da justiça cearense, a ausência de delicadeza, a "burrocracia" tem me impedido, por vezes, de confiar que um dia teremos nossas filhas em casa. É meio desesperador até.
Hoje fazem 07 meses que conhecemos nossas filhas, sendo que há 05 meses não as vemos. Uma trajetória difícil. Quarta (depois de amanhã) nosso advogado irá contactar a juíza e a promotora do caso (que já ouvi dizer que não é uma pessoa fácil de lidar). Inclusive soubemos que a referida promotora tem pensado na possibilidade destituir e vincular o bebê irmão das meninas ao processo delas. Isso seria o fim, pois não temos condições e interesse de assumir quatro crianças. Estamos com muito medo, um tanto derrotados, mas ainda confiantes.
A bem verdade é que nossa adoção tem inclusive abalado minha fé. Mas tenho entendi que minha oração, meu louvor deve pedir como em Mateus (26:39), que diz "não seja como eu quero, mas como tu queres". Tenho que entender que o que acontecer é vontade de Deus e que eu tenho pedido isso, não o meu querer, mas o querer dEle para o melhor para elas.
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Aí hoje eu encontrei esse tópico da Izabel, onde ela fala da sua angústia da espera de 13 meses (Ufa!!!). Salvei aqui no blog para eu nunca deixar de consultar e lembrar que a adoção é sim uma espera angustiante, dolorosa, mas quando dá certo, só traz as alegrias e esse sofrimento é deixado de lado. É o que nos conforta!
Alegra-te na esperança, seja paciente nas tribulações e perserverai nas orações!
11/10/2010
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